
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007Uma vez Gardenal, sempre GardenalO Pensar Enlouquece está mudando de endereço. Agora estou envolvido em uma nova empreitada, a criação daquele que pretende ser o primeiro portal profissional de blogs brasileiros, o InterNey Blogs. Mas, conforme declarei em entrevista a Tiago Dória, espero um dia fazer uma joint-venture com a trupe gardenálica. :) Neste meu último post aqui, agradeço, pois, aos três criadores do Gardenal: Bruno Furnari, Alberto Alerigi Jr. e Pablo Miyazawa. Por terem me dado apoio e oferecido hospedagem ao meu blog durante quase três anos. Atualizem seus bookmarks e leitores de RSS, pois: de agora em diante Pensar Enlouquece está em novo endereço e novo RSS. Se você usa Bloglines, clique aqui para fazer a inscrição. No caso de Google Reader, clique aqui. Um abraço e até lá! P.S.: Dois sites bacanas que estou ajudando a divulgar. O primeiro é o blog AutoPerformance, com textos de André Fiori. E o segundo é o Cada Gota Vale a Pena, site que divulga a iniciativa da Coca-Cola em doar dois centavos de cada um dos refrigerantes, sucos, águas e energéticos da marca adquiridos na semana de 18 a 24 de março. Excelente pretexto para eu renovar meu estoque de Cocas light. © Alexandre Inagaki | Link | | Blogversações quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007Pensando altoPerguntava-se Freud: "o que querem as mulheres?". Se nem ele sabia a resposta, o que dizer deste mero leigo que vos escreve? Mas, malabarismos mentais e discussões de mesa de bar à parte, o fato é que nós, homens, não estamos (muito) atrás no quesito "complicações sentimentais". Uma das melhores ilustrações dos jogos acéfalos da relação homens x mulheres é o diálogo que transcrevo abaixo, extraído do filme Swingers (lançado no Brasil com o imbecilizante subtítulo Curtindo a Noite), de 1996, dirigido por Doug Liman. Sintam o drama: - Ok, e se eu não quiser esquecê-la? Na vida real, as coisas são um pouco mais complicadas que no diálogo supracitado. Ou não. Ah, sei lá. Mil coisas. Vocês me digam. Outro dia, assistindo ao Big Brother Brasil 7 (sim, admito; vai encarar?), vi que eles colocaram um detector de mentiras para monitorar os participantes do "surreality show". Achei essa uma ótima idéia, pena que foi implantada no programa errado; bom mesmo seria assistir a um debate à Presidência com esse dispositivo. A partir de uma dica da Carla Rodrigues, descobri um texto primoroso: Minhas Palhetas Novas, de Laura Diniz. Sem exagero, digo que é a melhor crônica que li nos últimos tempos. Dê um pulo aqui, pois. Você não vai se arrepender. E ainda vai se tornar leitor cativo do blog da Laura Diniz. Este pedido é especificamente para quem está na cidade do Rio de Janeiro. Minha amiga Viva procura por doadores de sangue. Para tanto, é preciso fazer a doação no banco de sangue do Hospital Geral de Bonsucesso (na Avenida Brasil, esquina com a Av. Londres), das 7:30 às 12:00, de segunda a sexta. Também é preciso levar um documento de identificação original (RG ou carteira de motorista) e avisar que a doação é para Marco Antônio Ruiz. A quem ainda não tem o saudável costume de fazer doações de sangue, vale a pena lembrar que este ato, além de ajudar outras pessoas, dá direito a uma justificativa de falta ou atraso no trabalho, e que não é necessário estar em jejum. Em tempo: peço que os interessados em doar sangue entrem antes em contato com Monica através do e-mail monaidin@hotmail.com, a fim de pegarem maiores informações. Obrigado! No dia 22 de fevereiro este blog entrará em nova fase. Aguardem! © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (36) | Rápidas rasteiras segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007O que dizer?
Os resultados apresentados pelas enquetes promovidas por sites como No Mínimo e O Globo não surpreendem. Não é possível ser racional diante de um assassinato escabroso como o do garoto de 6 anos de idade no Rio de Janeiro. Do mesmo modo, não surpreende ver que a Câmara dos Deputados deverá votar nesta semana 7 projetos na área da segurança pública. Essa mudança na pauta das votações já ocorreu em maio de 2006, quando o PCC promoveu diversos ataques na cidade de São Paulo, e no entanto nada de prático foi decidido, à semelhança do que (não) aconteceu quando outros crimes estarreceram o país, como nos casos da morte de Gabriela Prado Maia Ribeiro, da família de Bragança Paulista que morreu queimada ou do assassinato do casal Liana Friedenbach e Felipe Silva Caffé por um grupo liderado por um menor de idade. Na época em que este crime foi cometido, enquete feita pela Folha Online a respeito da redução da maioridade penal apresentou o seguinte resultado: 97% dos participantes defenderam que, sim, independentemente da idade, o acusados deveriam ser tratados como quaisquer outros presos. As principais autoridades, sempre que inqueridas a respeito de casos como o do menino João Hélio, afirmam se opor à redução da maioridade penal. O presidente Lula afirmou que a solução para combater a violência está na consolidação da democracia e na oferta de educação e emprego a todos os jovens. A presidente do STF Ellen Gracie, o presidente do Senado Renan Calheiros e o presidente da CNBB Geraldo Majela, dentre outros, afirmam que a mudança da responsabilidade penal não fará com que a violência diminua. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, entende que não é no calor de um crime bárbaro que a sociedade deveria discutir questões como esta. Afirmou o ministro do STF Marco Aurélio de Mello: "Devemos, acima de tudo, combater as causas da delinqüência, não atuar apenas no campo da punição". Ok, todas estas são opiniões ponderadas e corretas; decididamente é imprescindível a implementação de uma política assistencial e educacional aos adolescentes a fim de combater as causas estruturais da criminalidade no Brasil. Mas... a anomia da sociedade e a incompetência do Estado justificam ou relativizam os atos bárbaros desses assassinos? Menores de idade que cometem tais atrocidades serão capazes de ser reintegrados ao convívio social após 3 anos internados em instituições inaptas para a recuperação de jovens? Pena de morte resolve? Promover passeatas, coletar assinaturas via Internet, publicar este post têm alguma serventia? Os dias passarão, e seguiremos com nossas vidas. Neste momento, nada mais posso desejar aos meus semelhantes que não seja muita saúde e sorte a todos nós. E prosseguir com minha torcida para que o Mundo aí fora não esmoreça ilusões, não esmague projetos e, principalmente, não atinja aqueles que amamos com uma bala perdida, um pedaço de ônibus espacial na cabeça, uma metástase não diagnosticada a tempo ou uma agressão gratuita numa esquina qualquer, poupando da Dor tantas pessoas boas que, sem qualquer motivo minimamente aceitável ou explicável, são vitimadas pelas artimanhas irônicas do destino, esse filho da puta brincalhão que gosta de jogar dados com o acaso. © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (44) | Terra Brasilis sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007A Eterna Arapuca
Mas o fato é que, já ciente da minha absoluta falta de xaveco, limito-me a ficar em meu canto, bebericando alguma coisa, ensaiando alguns passos desajeitados de dança e, principalmente, olhando as pessoas. Porque uma das ocasiões mais propícias para se conhecer o comportamento humano é observar como homens e mulheres agem durante uma festa, front estratégico de embate entre os sexos.
Fato número 1: diante de uma bela mulher, todo homem, que já não é muito provido de inteligência natural, torna-se mais aparvalhado ainda.
Fato número 2: diante de uma bela mulher, homens agem como insetos cegos que buscam o calor de uma luz, batendo com a cabeça em lâmpadas e paredes vez após vez, até que caiam estatelados no chão frio dos rejeitados.
Fato número 3: poucas coisas causam tantos estragos neste mundo quanto uma mulher que possui plena consciência de sua beleza. E que se torna tanto mais perigosa à medida em que se compraz com o seu poder de fascínio perante os homens. Porque bastam um belo par de pernas e um sorriso sugestivo para que toda a nossa racionalidade seja aniquilada em um piscar de olhos. Que o diga um ex-colega meu de banco, gerente de uma agência que resolveu descontar um cheque de milhares de reais simplesmente porque a cliente sentada em sua mesa era ruiva e exibia um decote daqueles que o Papa Bento XVI jamais aprovaria. Como era de se esperar, ele foi penalizado na região mais sensível do corpo humano: o bolso.
Nos estertores finais da madrugada, converso com minha amiga e ouço as suas queixas. "Tudo é tão vazio e igual", diz ela. Há excesso de ofertas e escassez de qualidade. Os homens cansam, os relacionamentos cansam, todos os lábios acabam se assemelhando, todos a enfastiam. "É verdade", digo a ela em tom de brincadeira, "estou cansado desta minha vida de homem-objeto. Queria ser encarado como algo mais além de um rosto bonitinho". Ambos rimos melancolicamente de nossas respectivas agruras amorosas, e assim saímos do bar em direção ao dia que já despontava no céu, enquanto o vento frio da manhã nos balbuciava histórias de malabaristas mancos, bailarinas vesgas e entrelinhas embaraçadas. P.S. 1: Saiu uma entrevista comigo no blog mais bacana de São Paulo, o Sampaist. Nela, compartilho com a intrépida Renata Honorato algumas observações e dicas sobre Sampa City, e ainda cometo alguns versos. P.S. 2: As imagens que ilustram este post foram extraídas do genial videoclipe que Michel Gondry dirigiu para Human Behaviour, música do primeiro álbum solo de Björk. P.S. 3: Este texto foi publicado originalmente em 16 de maio de 2005, mas tinha ido pras cucuias junto com todos os arquivos de 2005 deste blog durante uma hecatombe que fulminou o complexo Gardenal.org. Também publiquei esta crônica no Cracatoa Simplesmente Sumiu. © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (43) | Educação sentimental terça-feira, 6 de fevereiro de 2007Minha vida secreta de redator de perfis do Orkut
Recebi há alguns dias um e-mail de minha amiga Andréa Augusto a respeito de um assunto desagradavelmente familiar para mim: apropriação de textos. Escreveu Andréa: "Acontece que o meu 'about you' do Orkut tem sido copiado a rodo e colocado em diversos profiles. Sem autoria, claro, e muitas vezes assinado pelos donos dos profiles. Uma loucura. Não tem absolutamente nada de mais no texto, que aliás escrevi ali mesmo antes de salvar. (...) É como se a pessoa fosse oca e precisasse se apropriar do conteúdo de outra, sei lá. Já tive poemas, textos e até simples comentários em livros de assinaturas copiados, roubados, essas coisas, mas um 'about you', pra mim, é incrível, sei lá, acho bizarro, entende?" Que o mundo é estranho, isso é fato líquido e certo. Eu, que já cansei de encontrar textos meus surrupiados por aí, não me espanto com essas ocorrências. Se você achar, portanto, um texto iniciado com a sentença "Dual, sou assim; misturo meus anjos ao lado obscuro, vou fundo e me retraio", saiba que ele foi redigido originalmente no perfil do Orkut de Andréa Augusto, e que esse texto foi copiado tantas vezes que ela se viu obrigada a registrá-lo na Biblioteca Nacional a fim de resguardar seus direitos como autora. Não sou tão zeloso assim com meus textos. Cansei de encontrar versões adulteradas, por exemplo, da minha crônica "Pequeno Tratado Sobre a Mortalidade do Amor" (uma delas foi cometida por Pedro, namorado da Bruna Surfistinha). O dossiê definitivo sobre os inúmeros copy-and-paste feitos do "Pequeno Tratado" foi publicado no blog Autor Desconhecido, escrito por Vanessa Lampert. Mas, após receber o e-mail da Andréa, resolvi fazer uma busca no Orkut, só de curiosidade, a fim de descobrir se alguém teve a pachorra de reaproveitar o "Pequeno Tratado" por lá. Pois e não é que encontrei 54 perfis que copiaram meu texto, sendo que apenas 4 deram os devidos créditos? Contudo, o "Pequeno Tratado" não é meu texto mais plagiado na Internet. Esta duvidosa honraria pertence a uma nota besta que publiquei no final da edição 048 do Spam Zine, publicado em 20 de janeiro de 2002. Eis o texto que escapuliu, por algum descuido, de meus neurônios: Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefato com a variedade da linha de papéis higiênicos Neve, aquele mesmo que era anunciado antigamente pelo mordomo Alfredo. Segundo seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B. Percebe-se pelas frescuras de cada modelo. Como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais: relevo de flores, perfume e uma microtextura, que segundo o texto da embalagem proporciona a seus felizes usuários a "suavidade de uma pétala de rosa" (perguntar não ofende: alguém já limpou a bunda com uma pétala de rosa?). Depois, tem o Ultra Soft Color (mais caro e mais metido a besta): é laranja e vem com extrato de pêssego. Mas demais mesmo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiênicos, além de conter óleo de amêndoas ("garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele") em sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!). Não é supimpa? Agora você pode cagar e sair com o cu vitaminado! Depois disso, o que mais vão inventar? Papel higiênico reciclável? Esta singela observação, escatologicamente infame, apresenta 434 resultados no Google e foi incluída em dois livros que reúnem "o melhor do humor na Net", provando que internautas não são muito exigentes com relação à qualidade do que lêem. Não conheço, porém, nenhuma vítima maior do roubo de textos para serem aproveitados em perfis no Orkut que não seja Edney Souza. Sua página de poemas é fonte de "inspiração" para muitos incautos preencherem o campo "quem sou eu" com palavras alheias. Dois exemplos: (In)diferença foi copiado por 34 orkuteiros, enquanto o recordista, Descanso ("Minha vida tem de ser sofrida/ De nada valem os acertos/ Não consigo melhorar"), aparece em nada menos que 113 perfis. Mundo estranho... P.S.: Albano Martins Ribeiro lançou recentemente o livro Os Melhores (e Alguns dos Piores) Textos de Branco Leone. Leitura altamente recomendada, como qualquer um que assistir ao seu comercial no YouTube poderá constatar. © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (59) | Letras sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007Cinco clipes bacanas (e mais um)O fato é que rola uma acirrada competição entre Google e Microsoft a fim de ver qual das duas conquistará o mundo de vez. O Google deu um passo importante ao iniciar a integração de dois dos seus produtos mais populares (em especial no Brasil), ao criar uma página de vídeos no Orkut que permite a cada usuário adicionar ao seu perfil uma lista com suas descobertas mais preciosas no YouTube. Eu, que sou heavy user de ambos os sites, não me fiz de rogado e já indiquei alguns vídeos por lá. Mas, como há muita gente que não possui perfil no Orkut, resolvi postar alguns dos clipes aqui também. Siga a bolinha pulando, pois! Stars - Your Ex-Lover is Dead - Belíssimo videoclipe de George Vale, inspirado em uma seqüência de "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", filme do maior diretor de clipes de todos os tempos: Michel Gondry. O vídeo traduz à perfeição a música do grupo canadense Stars, que compôs uma das canções mais dilacerantes sobre um relacionamento amoroso que terminou ("Live through this and you won't look back"). A metáfora do amor como um gelo prestes a romper a qualquer momento, a visceralidade da letra ("And all of that time you thought I was sad/ I was trying to remember your name"), o belo arranjo que remonta às melhores canções de grupos como Delgados e Death Cab For Cutie, tudo funciona à perfeição neste trabalho. Felt & Liz Fraser - Primitive Painters - Lembro de quando ouvi esta música pela primeira vez: na 89 FM, na época em que ela ainda não havia sido contaminada pela praga dos jabás, e veiculava programas como o "Novas Tendências", de José Roberto Mahr, "Rock Report", de Fábio Massari, e "Ondas Tropicais", de Sônia Abreu. O Felt foi um dos primeiros grupos a serem lançados no Brasil pelo selo Stiletto, que em conjunto com a gravadora Eldorado trouxe pela primeira vez para o Brasil, em 1987, discos de bandas que ainda permaneciam inéditos neste país - Nick Cave & the Bad Seeds, Durutti Column e Joy Division também faziam parte desse pacote. Graças a essa iniciativa, pois, é que pude deliciar meus ouvidos com esta gravação mágica: "Primitive Painters", do álbum Gold Mine Trash/Ignite The Seven Cannons (1985), que conta com a participação especialíssima de Elizabeth Fraser, a vocalista do Cocteau Twins. Bruce Springsteen - Brilliant Disguise - Esta é talvez a mais bela das músicas de Tunnel of Love, o Blood on the Tracks gravado por Bruce Springteen em 1987. Primeiro álbum de estúdio que The Boss lançou após o estrondoso sucesso de Born in the USA (1984), Tunnel of Love é um compêndio de canções inspiradas por sua primeira esposa, a atriz Julianne Phillips. Quem ouve as músicas deste álbum compreende perfeitamente porque seu casamento acabou poucos meses depois do seu lançamento: estava tudo lá. Em particular, "Brilliant Disguise" disseca as raízes desse amor que já estava condenado ao divórcio. Quem já fez ou acreditou em promessas amorosas que todos sabiam que não poderiam ser cumpridas (e ainda assim acreditou piamente nelas) se identificará com esta música. O vídeo, de uma simplicidade brilhante (trocadilho involuntário), foi com justiça considerado um dos cem melhores clipes de todos os tempos pela revista Rolling Stone (para ser exato: posição 64). Poucas vezes vi uma música ser tão bem traduzida visualmente, e de uma maneira tão simples quanto eficiente: uma "one shot sequence" de Springsteen cantando, na qual a câmera paulatinamente fecha seu foco até enquadrar somente o rosto emocionado de Bruce interpretando uma de suas composições mais catárticas e confessionais. Leoni - Melhor pra Mim - Quem diria que a Teoria da Relatividade seria inspiração para uma das mais belas baladas de um dos nossos mais subestimados compositores? "Melhor pra Mim", pequena obra-prima do cancioneiro pop brasileiro, é a faixa 2 do álbum Você Sabe O Que Eu Quero Dizer, gravado em 2002. O vídeo, dirigido por Leandro Corinto, conta com a participação de Luciana Fregolente, esposa, parceira e cúmplice de Leoni. Eskobar & Heather Nova - Someone New - O Eskobar é um grupo sueco que faz um pop de altíssima qualidade, o que me obriga a perguntar por que cargas d'água é uma banda tão pouco conhecida no Brasil. Ainda mais quando ouço canções como "Someone New", música sobre amor e desprendimento, na qual viajamos embalados pelo maravilhoso dueto das vozes de Daniel Bellqvist e Heather Nova. UPDATE: Lembrança precisa de meu irmão em armas Jorge Rocha: há exatos 10 anos morreu Chico Science. Manguetown, faixa 8 do segundo álbum de Chico Science & Nação Zumbi, Afrociberdelia (1996), ganhou um excelente clipe dirigido por Gringo Cardia. Clique aqui para conferir o especial publicado hoje pelo Jornal do Commercio, de Recife, em homenagem a Francisco de Assis França, o Chico Science. © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (18) | YouTube terça-feira, 30 de janeiro de 2007Scubidu dos Sete Mares
Como diria Ritchie, e a vida continua. Domingo, ao assistir o excelente show que Leoni fez no Shopping Metrô Tatuapé, me flagrei cometendo um virundum que, só muitos anos depois, descobri que se tratava de um. Em Como Eu Quero, música que Leoni compôs com Paula Toller, eu cantava: "Diz pra eu ficar muda/ Faz cara de mistério/ Tira essa bermuda/ Que eu quero você sério/ Dramas do sucesso/ NU particular". Pois e não é que o correto é "MUNDO particular"? Ainda assim, creio que a minha versão faz mais sentido, já que tem tudo a ver com a parte do strip da bermuda. Se bem que pior (ou melhor, vai saber) fazia o meu colega Ian Black, que cantava: "tira essa bermuda que eu quero VER SEU SEXO". O blog dos Virunduns retomará suas atividades mês que vem. Como pré-aquecimento, deixo vocês com algumas das melhores pérolas publicadas no blog e um brinde extra, o videoclipe de uma canção descrita por Dirceu Rabelo como "uma música que, dizem por aí, dá vontade de namorar": Noite do Prazer, primeiro (e único) sucesso do grupo Brylho, composto por Cláudio Zoli e gravado em 1983. Quem nunca trocou o verso "tocando B.B. King sem parar" por variantes como "trocando de biquíni sem parar", "tocando Gipsy Kings sem parar", "tocando Jimmy Cliff sem parar" ou "rodando o peniquinho sem parar", que atire a primeira vitrola... Camila Saccomori: Pois não é que a velha criou a palavra MANTISIDÃO para a segunda frase, como se a mantisidão fosse uma coisa profunda, grande, imensa, que acontece nos lençóis macios? Pensando bem, se a palavra existisse, essa seria a tradução mais legal. Marlos: "Homem QUE MATA, capitalismo selvagem". Renata Parpolov: Anna Paula Maron: Miss R: E essa de um amiguinho de infância, música do Ultraje a Rigor: Fabiana Jaspion: Ricardo Schott: + um colega de escola chegou a batizar uma banda que ele teve de Jetom Belo, por causa daquele verso do 'Sítio do Pica-Pau Amarelo' que diz "o sol nasce e o dia é tão belo", que soa como "jetom belo" (ou algo assim). E isso me leva a concluir: em vez de estudar música (pelo menos no caso dos que estudaram), não era melhor esses caras pagarem umas sessões de fonoaudiologia, não? Suzi Hong:
P.S. 2: Olivia Maia elaborou uma excelente relação de softwares gratuitos na Internet. Como ela mesmo afirma, quem precisa piratear software com uma lista dessas? © Alexandre Inagaki | Link | Fala que eu te escuto (58) | Virunduns |
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