Os brasileiros menos influentes de 2008
Música - Cássia Colhões
Com apenas 4 anos, Cássia despontou para o anonimato a partir da internet. Desenhou suas músicas com lápis de cera, publicou no seu fotolog e em menos de 36 meses cerca de 4 pessoas apreciaram sua arte, uma mistura de lé com cré com pitadas de sal grosso e uma clara influência de pipoca polvilhada com pé no saco. Recentemente, Colhões assumiu um controverso relacionamento com João Bobo, um boneco inflável conhecido por jamais cair, mesmo quando leva socos de personagens de desenho animado como Charlie Brown.
Autocolchonismo - Felipo Saco
84 anos após Jaílson Boucinhas ter disputado o vice-campeonato da Fórmula Colchão, finalmente um brasileiro consegue novamente o segundo lugar da principal categoria secundária do esporte mais sonolento do mundo. Em 2009 Filipo pilotará mais uma vez o tradicional colchão vermelho-bocejo da equipe Songa Monga e promete ainda menos. "Vamos brigar pela última vaga da sulamericana e, com sorte, poderemos até sonhar com o fantasma do rebaixamento", declara entre uma coçada na barriga e um flato maroto embaixo do edredon.
Blogosfera – Mário Maloso
Ganhou fama após sair quase pelado em uma revista masculina e fazer uma incrível série de posts ensinando usuários comuns a não clicarem no link para ver as fotos da festa. No segundo semestre, recebeu um lanche da rede Artéria King para resenhar e se destacou pela coragem em classificar as batatas como “murchas e sem sal”. Semana passada palestrou em um evento para outros blogueiros e causou grande polêmica por declarar que jornalistas, publicitários e donos de pizzaria são bobos e que, além de tudo, a maioria dos fãs de Madonna são homossexuais.
Marketing – Júlia Mos Esyley Mustafatto
A analista estratégica de consultoria em marketing e branding assumiu um grande projeto cultural de uma operadora de telefonia que uniu Le Parkour, intervenções urbanas, responsabilidade ambiental, trabalho voluntário, camisas de futebol retrô, calças de cintura alta e duas bandas inglesas que 17 pessoas fingem conhecer. O evento foi um sucesso e catapultou a carreira de Júlia que agora comprou um Ecosport e dois sanduíches em uma ação de uma rede de fast food que ajuda crianças vítimas de celulite infantil.

Custódio Perobinhas ganhou o título de leitor mais influente de livros do Nelson Motta de 2008. Sobre “Vale Pouco”, volume que conta a biografia do sobrinho de Nelson, o espevitado Ed Motta, Perobinhas cravou sua resenha mais certeira: “o cara era muito louco, mas era um gênio”. O clique é de Messias Jardan, que acaba de rever Amélie Poulain pela oitava vez e já formou uma opinião, “que puta fotografia”, disse após tomar em uma só talagada um suco de abacaxi com hortelã.







